5.7.07

Diálogos tronchos de pessoas trouxas

- você é o deprimente!
- obrigado por tais palavras,ramon.
- não costumo almoçar essa hora da noite.
- pois é,zé.sempre tenho o que dizer quando estou em silêncio,o meu medo é constrangido ficar para sempre,por esse motivo me calo.
- você costuma instigar as pessoas?
- só quando elas me perdoam.
- ontem eu escrevi uma poema poesia para meu irmão morto.
- mas você estava deprimente como hoje?
- como sempre.
- seu irmão?
- não,quer dizer teve uma só vez.
- quando?
- quando ele ainda vivia sobre o mesmo teto de meus padrastos.
- eram dois homens?
- não eram quatro.
- ok.sempre tenho medo de começar um diálogo com uma mulher,parece que me falta palavras,deveria escrever mais.
- tenho que me ir em frente,embora gostaria de ficar aqui.
- ok,também me vou em frente.
- abraço.
- aperto
....

10.6.07

cinematógrafo

minha chapa sensível
te fixou

cliché?
cliché!
cache!

seu corpo é minha tela de cinema
sua voz a minha trilha musical

uma realização

única

adoro seu movimento

seus 24 quadros por segundo

seria pretencioso querer ser sua luz?
seria pretencioso querer sua luz?
exibir você para todos no tamanho que eu quiser
até o dia que não mais capaz de conter
perca para o mundo

meu clássico
meu cult
meu romance
meu suspense
meu pornô

não é minha primeira exibição
mas é com certeza meu filme predileto
a projetar

a arte que eu amo
não a sétima
que amo
e sim a primeira
arte

sou seu amador de cinema
seu amador

sempre

...
...

perdi minha luz.

desmontei
estou em pedaços,soltos...desconexos.


perdi minha edição.

perdi meu sorriso bom.



*poema teste
*poema triste